Um dos pontos altos do verão foi a viagem da família à Califórnia. Por dez dias, exploramos o estado de Norte a Sul, com um roteiro já mais ou menos definido e sem muitas surpresas. Para facilitar a leitura, dividiremos o relato em três partes: Norte da Califórnia (São Francisco e Napa Valley); Carmel e Big Sur; e Sul da Califórnia (Los Angeles, Santa Mônica e Disneylândia).
Parte 1: NORTE DA CALIFÓRNIA
Nossa aventura na Costa Oeste começou em São Francisco, onde passamos o fim de semana ao lado de uma família especial de amigos (Mauro, Tati e João Henrique).
SF é uma cidade única, até mesmo para os padrões californianos. Tivemos de resgatar nossos casacos para encarar os 18 graus constantes em pleno agosto. As ruas onduladas, trafegadas pelos bondinhos, conferem um charme especial à cidade. A Lombardi Street, inclusive, tornou-se passagem obrigatória para os turistas justamente por seu traçado sinuoso.
Ficou a sensação de que os três dias dedicados à São Francisco não foram suficientes. De toda forma, foram intensos. Pegamos o bonde da Market Street, no burburinho da cidade, até o Fisherman´s Wharf, área portuária onde podemos desfrutar de diversos bares e restaurantes. A atmosfera marítima é enriquecida pelo show a céu aberto dos leões marinhos, que há 30 anos se instalaram naturalmente no pier em busca de sombra, água fresca e.... muitos peixes. Já houve épocas em que 2.000 animais montaram base ali. Hoje há cerca de 200. É delicioso ver como eles podem ser apreciados em seu habitat natural.
Naquela região, também curtimos conferir a padaria Boudin, que fabrica pães deliciosos e sob formatos inusitados (principalmente animais, como crocodilos e tartatugas). De lá, caminhamos até a GhirardellSquare, onde provamos um dos melhores milk shakes da América na loja que batiza a praça.
No segundo dia, fomos conhecer o grande cartão-postal da cidade: a Golden Gate. O fog permanente que paira sobre São Francisco dificulta sua visibilidade, mas sem dúvida é uma ponte majestosa. Após a travessia da ponte, fizemos uma parada estratégica em Sausalito. Localizada a 20 minutos da bay area, a cidadezinha não sofre do tradicional ¨Complexo de Niterói¨, ou seja, não é apenas ¨a vista mais bonita¨ de São Francisco. Sausalito tem uma personalidade própria, com um calçadão à beira do mar anexo a uma área de montanhas e com bistrôts bem charmosos.

No terceiro dia, fomos novamente tentar ver a Golden Gate sem o fog - sem muito sucesso. Mas aproveitamos a viagem para conhecer o Golden Gate Park, parque contíguo à ponte que possui diversas opções de entretenimento. Decidimos conhecer o Jardim Japonês, que nos faz imergir na Terra do Sol Nascente com um santuário de espécies botânicas locais, uma répilca de templo budista, um café com diversos tipos de chá e uma lojinha de souvenirs com produtos nipônicos. Imperdível!
De lá, nos dirigimos ao Centro de São Francisco para conhecer as Painted Ladies da Alamo Square, conjunto mais tradicional e célebre de casas vitorianas do país retratado em mais de 70 filmes, séries e comerciais de TV.
Após os maravilhosos dias em São Francisco, rumamos para as vinícolas da região do Napa Valley, onde passariamos uma parte do quarto dia. Aportamos primeiramente em Sonoma, na vinícola Vianza. Bom, o lugar já nos ganhou pela belíssima estátua de São Francisco de Assis na entrada. Mas o visual das plantações de uva, as comidinhas da déli do local (com direito a suco de vinho!), pizza à lenha proporcionaram uma experiência multissensorial. Combinações perfeitas, sugerindo que estávamos em um pedaço do paraiso! Mais adiante, dirigindo até Napal chegamos à renomada vinícola Beringer, que ficou um pouco aquém do esperado: instalações suntuosas, mas pouca coisa para apreciar.