sábado, 10 de agosto de 2013

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

E o céu ganha novos anjos

imagem do google


A última Sexta Feira foi dolorosa e eu não quero comentar sobre isso porque o assunto ainda me machuca muito.

Este post é dedicado a eles, a esses anjinhos que viveram pouco, mas o pouco foi suficiente para serem inesquecíveis!

Voem alto...voem em paz...





sábado, 15 de dezembro de 2012

Férias de verão pela Califórnia - Parte 3

Depois da cansativa mas recompensadora viagem pela Big Sur, trafegamos de San Luis Obispo em direção ao sul da Califórnia. Demos uma passadinha em Santa Bárbara, que nos pareceu uma cidade praiana bem agradável, com um pier magnífico à beira do mar, mas que infelizmente não estava no nosso roteiro e, por isso, não tivemos como nos estender por muito tempo. Enfim, chegamos para pernoitar em Anaheim, localizada no subúrbio dos Los Angeles. A cidade é sede da Disneylândia, primeiro dos conjuntos de parques temáticos concebidos por Walt Disney. Dormimos num hotel coladinho ao parque pois precisaríamos da mesma (ou de maior) energia para encarar o dia seguinte do que gastamos na estrada.

Já havíamos estado na Disney World da Flórida exatamente um ano antes. E havíamos viajado num cruzeiro da Disney em abril. De toda forma, apesar da overdose de Mickey, foi delicioso ver a realização da Carol por estar ali, após tanta expectativa e ansiedade. A Disneylândia conta com dois parques - Disneyland Park e Disneyland California Adventure -, mas, em função do curto tempo, só fomos ao primeiro deles, por considerarmos que suas atrações estariam mais de acordo com a idade e a preferência de nossa pequena.


Com algumas adaptações, o
Disneyland Park é praticamente uma réplica do Magic Kingdom de Orlando (ou o contrário, já que é mais antigo), com o castelo da Bela Adormecida a substituir o da Cinderela e com um ou outro brinquedo diferente. Fato é que nossa ida à Disneylândia teve grande utilidade como objeto de barganha para a Carol, que teve nos acompanhar em passeios e momentos não muito infantis... E, é claro, arrancou muitos e muitos sorrisos de nossa pequena --- o que não tem preço!


Depois da diversão, era hora de conhecermos Los Angeles. Havíamos reservado um hotel nas imediações da cidade, mas, já bem cansados e sob sol escaldante, acabamos por mudar o programa:  com um ligeiro investimento a mais, aportamos em Santa Mônica, em frente ao pier e à praia. Foi a melhor decisão. Passamos um dia todo à beira do mar, relaxando após dias intensos. Nem precisamos dizer que Carol se divertou quase que tanto como na Disney. As águas do Pacífico não são tão geladas como pensávamos, e a areia, branquinha, nos lembrou a das praias cariocas.



Santa Mônica fica a 15-20 minutos de Hollywood e Beverly Hills, onde estaríamos no dia seguinte. E se houve um quê de decepção na Califórnia, podemos dizer que foram esses lugares. Hollywood é bem sujo, mal frequentado e, à exceção das difusas e desorganizadas estrelinhas da Calçada da Fama (que se espalham por uns 15 quarteirões) e do tal Kodak Theater (onde é celebrado o Oscar e que só vimos por fora), a cidade pouco tem a oferecer. Nem mesmo o tal famoso letreiro de Hollywood nos empolgou: mesmo o local mais frequentado para se observá-lo não oferece uma visão muito privilegiada.


A destacar positivamente em Hollywood somente os museus do Ripley Believe it or Not (que tem em NY), o do Guiness of Records e o Museu do Cinema, espaço similar ao Madam Tussauds, só que com réplicas de cera dos atores encarnados em seus personagens. Em Beverly Hills, pouco também vimos de especial: lojas de grife que não podemos comprar (que não devem nada as da Quinta Avenida de NY) e mansões dos artistas que não podemos entrar...como diz a Carol: ¨booooooooringgg!!!¨ Uma cidade bonitinha, mas fútil, digamos.



Por ironia do destino, a melhor experiência que tivemos no sul da Califórnia ocorreu de maneira não-planejada, que foi justamente a estadia em Santa Mônica. O pier conta com um parquinho do diversões, que a Carol amou, além de bons restaurantes (como o
Bubba Gump´s, o original) e bares. Demos uma volta de carro pelas outras praias próximas, como Malibu, e não achamos nada demais. Nem mesmo conseguimos achar para comprar um moletom ou camisa vermelha de salva-vidas de Malibu, tal como eternizado na série. Parece que a cidade parou no tempo e não conseguiu prolongar os frutos da popularidade do programa. O cansaço, a comodidade e a satisfação com Santa Mônica foi tamanha que não apenas não ficamos chateados com a decepção com Malibu mas como também nem ousamos prosseguir para as outras praias do local, como Venice Beach e afins.






No nosso programa inicial, passaríamos o último dia em San Diego, que fica a duas horas de LA. Porém, no fim das contas, desistimos e preferimos curtir o dia de praia e Santa Mônica. Isso porque nos demos conta que as atrações que planejaríamos ver em San Diego eram o Sea World e o Zoológico. Para quem amou ver os animais felizes e soltos na natureza durante todo o passeio até então, seria incômodo demais vê-los aprisionados e sem chance de exercerem plenamente a sua liberdade...
 


Enfim, no nosso entender, concluímos que a viagem pela Califórnia é passagem obrigatória para quem reside ou permanecer por algum tempo nos Estados Unidos, mas que a melhor parte é sem dúvida de Napa a Big Sur. Los Angeles, apesar de famoso, deixa muito a desejar. Mesmo com o cansaço --- e até de algumas decepções, que fazem parte de toda aventura --- valeu estar ali cada segundo! Toda a família amou!

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Férias de verão pela Califórnia - Parte 2

Após a maravilhosa experiência em São Francisco e Napa, descemos rumo ao Sul da Califórnia, que igualmente nos reservou momentos incríveis.

A pequena Carmel (ou ¨Carmel-by-the-sea¨, como os habitantes gostam de chamá-la) foi a nossa primeira parada. À beira do Pacífico, a cidade reúne a beleza natural de sua praia rústica ao glamour de obras mostradas nas vitrines das lojas locais que são assinadas por diversos artistas renomados do país. No mais, possui diversas curiosidades, como o fato de ter sido governada por Clint Eastwood na década de 80 e por dispor de diversas leis excêntricas, como a proibição do uso de salto alto sem licença prévia (o que, segundo consta, evitaria processos de pedestres à Prefeitura por eventuais quedas em suas ruas de pavimentação irregular).



Entre as particularidades locais, Carmel nos chamou a atenção por ser uma cidade extremamente dog-friendly, sendo a entrada dos bichinhos permitida na maioria dos hotéis e estabelecimentos comerciais. (Muito) Diferentemente do Brasil, os cãezinhos são livremente aceitos nas praias da cidade --- os saquinhos para recolhimento de suas sujeiras são distribuídos gratuitamente na entrada. Quem deixa sujo, leva multa (pesada) e pronto.


Apesar do encantamento geral, nossa melhor experiência vivida em Carmel ocorreu por acaso. Ao rodarmos pelo estreito calçadão, nos deparamos com um ponto preto se mexendo no mar. A praia estava deserta, e decidimos descer as escadas que levavam até a praia deserta para conferirmos. Quando chegamos perto, eis que um leão marinho nos aguardava a poucos metros de distância para uma exibição privada, com piruetas, cambalhotas e saudações. Foi realmente incrível ver a interação daquele animal com o ser humano, sem nenhuma interferência externa. Muito, muito, muito lindo! Carol ficou encantadíssima, claro.
   
                        
Depois de Carmel, partimos para enfrentar a etapa mais curiosa da viagem: a travessia da ¨Pacific Coast Highway¨ (rota 1) ou mais conhecida como ¨Big Sur¨. Trata-se de uma estrada que corta as montanhas locais, repleta de aclives e declives íngremes que proporcionam um visual incrível do Oceano Pacífico. O trecho mais sinuoso, mas que proporciona imagens cinematográficas, liga Monterey até San Luis Obispo, e pode ser percorrido em 3 horas.   É realmente espetacular como a atração turistica acaba se misturando com o deslocamento - não há como resistirmos em darmos um pit-stop em cada um dos ¨Vista Points¨ para apreciarmos e registrarmos aquele plano de fundo perfeito. Na Big Sur, ainda há Vista Points para nos deleitarmos com os elefantes marinhos (espécies maiores que os leões marinhos), que se amontoam nuns aos outros na praia e baleias que fazem um show sob os inevitáveis olhares e cliques dos turistas. Maravilhoso!



Apesar dos mágicos momentos, a travessia da Big Sur requer não apenas disposição, já que temos de dosar a adrenalina e o cuidado com o tracejo irregular, mas também paciência, visto que não podemos passar de 25 mpH (cerca de 40km/h) em vários trechos da rodovia. Sendo assim, apesar de encantada, Carol nem sempre esteve paciente nessa parte da viagem. De toda forma, a programação para o dia seguinte a essa etapa havia sido estrategicamente programada para isso...: a Disneylândia de Anaheim! (como contaremos no próximo post!)

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Férias de verão pela Califórnia - Parte 1


Um dos pontos altos do verão foi a viagem da família à Califórnia. Por dez dias, exploramos o estado de Norte a Sul, com um roteiro já mais ou menos definido e sem muitas surpresas. Para facilitar a leitura, dividiremos o relato em três partes: Norte da Califórnia (São Francisco e Napa Valley); Carmel e Big Sur; e Sul da Califórnia (Los Angeles, Santa Mônica e Disneylândia).

Parte 1: NORTE DA CALIFÓRNIA

Nossa aventura na Costa Oeste começou em São Francisco, onde passamos o fim de semana ao lado de uma família especial de amigos (Mauro, Tati e João Henrique).

SF é uma cidade única, até mesmo para os padrões californianos. Tivemos de resgatar nossos casacos para encarar os 18 graus constantes em pleno agosto. As ruas onduladas, trafegadas pelos bondinhos, conferem um charme especial à cidade. A Lombardi Street, inclusive, tornou-se passagem obrigatória para os turistas justamente por seu traçado sinuoso.


Ficou a sensação de que os três dias dedicados à São Francisco não foram suficientes. De toda forma, foram intensos. Pegamos o bonde da Market Street, no burburinho da cidade, até o Fisherman´s Wharf, área portuária onde podemos desfrutar de diversos bares e restaurantes. A atmosfera marítima é enriquecida pelo show a céu aberto dos leões marinhos, que há 30 anos se instalaram naturalmente no pier em busca de sombra, água fresca e.... muitos peixes. Já houve épocas em que 2.000 animais montaram base ali. Hoje há cerca de 200. É delicioso ver como eles podem ser apreciados em seu habitat natural.

Naquela região, também curtimos conferir a padaria Boudin, que fabrica pães deliciosos e sob formatos inusitados (principalmente animais, como crocodilos e tartatugas). De lá, caminhamos até a GhirardellSquare, onde provamos um dos melhores milk shakes da América na loja que batiza a praça.



No segundo dia, fomos conhecer o grande cartão-postal da cidade: a Golden Gate. O fog permanente que paira sobre São Francisco dificulta sua visibilidade, mas sem dúvida é uma ponte majestosa. Após a travessia da ponte, fizemos uma parada estratégica em Sausalito. Localizada a 20 minutos da bay area, a cidadezinha não sofre do tradicional ¨Complexo de Niterói¨, ou seja, não é apenas ¨a vista mais bonita¨ de São Francisco. Sausalito tem uma personalidade própria, com um calçadão à beira do mar anexo a uma área de montanhas e com bistrôts bem charmosos.


No terceiro dia, fomos novamente tentar ver a Golden Gate sem o fog - sem muito sucesso. Mas aproveitamos a viagem para conhecer o Golden Gate Park, parque contíguo à ponte que  possui diversas opções de entretenimento. Decidimos conhecer o Jardim Japonês, que nos faz imergir na Terra do Sol Nascente com um santuário de espécies botânicas locais, uma répilca de templo budista, um café com diversos tipos de chá e uma lojinha de souvenirs com produtos nipônicos. Imperdível!
De lá, nos dirigimos ao Centro de São Francisco para conhecer as Painted Ladies da Alamo Square, conjunto mais tradicional e célebre de casas vitorianas do país  retratado em mais de 70 filmes, séries e comerciais de TV.


Após os maravilhosos dias em São Francisco, rumamos para as vinícolas da região do Napa Valley, onde passariamos uma parte do quarto dia. Aportamos primeiramente em Sonoma, na vinícola Vianza. Bom, o lugar já nos ganhou pela belíssima estátua de São Francisco de Assis na entrada. Mas o visual das plantações de uva, as comidinhas da déli do local (com direito a suco de vinho!), pizza à lenha proporcionaram uma experiência multissensorial. Combinações perfeitas, sugerindo que estávamos em um pedaço do paraiso! Mais adiante, dirigindo até Napal chegamos à renomada vinícola Beringer, que ficou um pouco aquém do esperado: instalações suntuosas, mas pouca coisa para apreciar.

sábado, 8 de dezembro de 2012

Algumas conquistas de 2012

O ano está acabando e antes disso preciso registrar aqui conquistas da minha menininha.

Em Janeiro desse ano, ainda no Kindergarten, Carol começou a ler. Na verdade ela começou em Outubro de 2011, mas a leitura era muito mais uma associação por imagem do que
propriamente leitura. Três meses depois nossa pequena já lia com fluência. Atualmente, passados 11 meses, Carol está lendo muito bem e com ótima impostação.

No verão, Carol finalmente aprendeu algo que vinha treinando: dar laço nos sapatos! Pode parecer besteira, mas pra ela foi muito importante.

Outra conquista deste ano, no mês de Setembro, Carol ingressou no First Grade, que no Brasil equivale a primeira série primária. Vivenciamos a deliciosa experiência de ver nossa filha se formar e começar outra etapa de sua vida.

No first grade Carol aprendeu matemática e hoje já faz soma e subtração com dois algarismos. Ela está tendo aulas de espanhol e já sabe as cores, formas, partes do corpo e formula frases nesse idioma.

E pra fechar 2012 com chave de ouro, Carol aprendeu a andar de bicicleta sem rodinhas! Foi rápido, dois finais de semana de treino e pronto, ela conseguiu!

Que 2013 traga novas e deliciosas conquistas para nossa pequena!

Voltei no post pra acrescentar uma conquista que esqueci e lembrei por causa de um comentário da minha mãe. Em Setembro deste ano, Carol furou as orelhinhas. Foi uma decisão dela.  Eu sempre quis furar quando era bebê, ainda na maternidade, mas confesso que fiquei com pena quando ela nasceu. Já o Paulo achava que a decisão deveria partir dela. Com um ano, ainda em Brasília, furamos, mas com pouco mais de dois, em uma das vezes que troquei o brinco, ela não quis mais colocar. E assim fechou. Agora, com seis anos, ela decidiu que queria usar brincos. Risos!